A técnica, que trabalha os músculos circunvaginais (veja ilustração abaixo), foi criada na Índia e desenvolvida no Japão e na Tailândia –onde mulheres fazem shows demonstrando habilidades como disparar bolas de pingue-pongue com a vagina.
Mas tem aplicações mais práticas, como turbinar a vida sexual. “Uma aluna já chegou ao orgasmo durante a aula”, afirma Lu Riva, professora de pompoarismo e dona da escola pioneira.
“Busquei a técnica porque me disseram que, por meio dela, conseguiria chegar ao orgasmo –coisa que nunca tinha atingido”, diz a advogada Carolina Degani, 26. Deu certo: “Uso mais para o meu prazer do que o do meu parceiro”, conta.
Se é bom para as mulheres, para os homens pode ser ainda melhor. Adriano Riva, marido de Lu, conta que o pompoarismo mudou a vida sexual do casal. “Nunca tinha tido essa sensação antes.”
A pompoarista pode, entre outras coisas, “estrangular” o pênis do homem. Quando ele está próximo de ejacular, veias na base de seu pênis começam a pulsar. Nesse momento, a mulher pode fechar o primeiro anel vaginal com força, retardando o gozo masculino, uma forma de intensificar o prazer.
A mulher pode também torcer, sugar, pulsar, massagear, morder, expulsar, prender ou beijar o pênis. Sim, beijar. A contração do segundo anel na glande do pênis produz a sensação de um beijo no local. Como um sexo oral, mas com a vagina.

INTENSIVO
A nova escola oferece, pela primeira vez por aqui, a formação extensiva e completa na técnica. São, ao todo, três módulos –básico, intermediário e avançado– de seis meses cada. As aulas, semanais, duram 50 minutos e podem ser individuais ou em grupos de até oito mulheres.
Com 20 dias de treino, em média, os primeiros resultados são sentidos. Nem tudo é tão rápido: para algumas manobras –como sugar um pênis– são necessários de oito meses a um ano de treino.
Sem tempo hábil para realizar um curso completo, a reportagem suou a calça legging em um intensivão de três horas de pompoarismo.
Para as aulas, é preciso ir com roupa de tecido colante, para que a professora veja os músculos se contraindo. Sem nudez, sem contato físico.
A prática é feita em uma sala comum, com colchonetes no chão. Seria um exercício como outro qualquer se a professora não pedisse, a cada movimento, “menos abdome e mais vagina”.
A primeira aula ensina a localizar os anéis, fechá-los e abri-los. O começo é difícil –afinal, são músculos internos. Para ajudar, Lu pede que a repórter rebole, dance, jogue as mãos para cima para descontrair e, quando nada disso funciona, que repita “vagina, vagina, vagina” –como um mantra, para ajudar na concentração. No final, dá tudo certo.
A respiração é fundamental para fazer os movimentos e ajuda a encontrar cada ponto. Pompoarismo exige, basicamente, consciência corporal. Depois, é necessário tempo. E prática. “Cansou, né?”, pergunta Lu ao fim da aula, quando nenhum músculo parece querer se contrair.
Acessórios não são obrigatórios, mas aceleram o processo. Um vibrador ajuda a despertar a musculatura. Já a Ben-Wa –duas bolas ligadas por um cordão– ajuda na força: coloca-se metade de uma bola dentro da vagina e deve-se puxar a outra metade. Tudo com a força dos músculos circunvaginais.
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